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Compreendendo a importância da segurança da IoMT

A Internet das Coisas Médicas (IoMT, na sigla em inglês) transformou a prestação de serviços de saúde com diagnósticos em tempo real, maior eficiência operacional e maior acessibilidade aos cuidados. No entanto, os dispositivos médicos conectados geralmente carecem de segurança integrada robusta, tornando-os pontos de entrada fáceis para ameaças contra o setor de saúde. Ter uma segurança robusta da IoMT tornou-se essencial para garantir a segurança dos pacientes, proteger dados sigilosos e manter as operações.

O que é a Internet das Coisas Médicas (IoMT)?

A Internet das Coisas Médicas (IoMT, na sigla em inglês) é uma rede de dispositivos e sistemas conectados à internet que coletam, retransmitem e analisam dados de saúde. Ao oferecer monitoramento remoto e outras novas metodologias de atendimento, ela ajuda os profissionais de saúde a fornecer um atendimento mais eficaz e ágil aos pacientes.

Alguns dispositivos de IoMT importantes incluem:

  • Dispositivos vestíveis, como rastreadores de atividade física, monitores de oxigênio no sangue e monitores de glicose, que coletam e transmitem informações sobre a saúde dos pacientes
  • Sistemas de imagem inteligentes, como scanners de ressonância magnética e tomografia computadorizada, que armazenam e compartilham imagens médicas com especialistas para permitir diagnósticos mais rápidos
  • Instrumentos cirúrgicos conectados, como sistemas de cirurgia robótica e outras ferramentas para uso em procedimentos que exigem extrema precisão
  • Sistemas de monitoramento de pacientes, como monitores cardíacos e outros dispositivos de IoMT, usados em UTIs para fornecer atualizações em tempo real sobre os sinais vitais dos pacientes
  • Bombas de infusão, ventiladores e outros dispositivos que administram medicamentos ou mantêm a vida, conectados a redes hospitalares em geral

Por que a segurança da IoMT é importante

Embora os dispositivos de IoMT ofereçam benefícios incríveis, cada dispositivo também representa um ponto de entrada potencial para ataques. O setor de saúde já é um alvo atraente, especialmente para ransomware. Os dados médicos alcançam preços elevados no mercado negro, e a natureza sigilosa e frequentemente urgente da prestação de cuidados significa que os provedores de saúde não podem tolerar interrupções.

Muitos sistemas de IoMT são vulneráveis simplesmente porque não foram construídos com a segurança em mente. Problemas comuns incluem:

  • Mecanismos de autenticação fracos: com o roubo de credenciais ainda sendo o principal vetor de ataque em todo o mundo, o simples login com nome de usuário e senha não é suficiente para impedir acessos não autorizados.
  • Criptografia limitada: muitos dispositivos de IoMT, especialmente aqueles com recursos limitados, como dispositivos vestíveis, não criptografam dados sigilosos do paciente em trânsito ou em repouso, deixando-os expostos.
  • Software e firmware desatualizados: devido aos altos requisitos de disponibilidade que tornam a atualização de alguns sistemas difícil ou até mesmo impossível, muitos dispositivos de IoMT apresentam falhas de segurança não corrigidas.
  • Redes planas tradicionais: em uma rede que não possui microsegmentação eficaz e controles de acesso de privilégio mínimo, um dispositivo comprometido pode infectar rapidamente todo o ambiente.

Os ataques de ransomware contra o setor de saúde aumentaram quase 1.200% entre 2022 e 2024, colocando o setor entre os três principais alvos desse tipo de ataque. O setor de saúde é um alvo popular porque os riscos são altos, e os criminosos sabem disso.

O que os criminosos têm a ganhar?

A principal motivação dos agentes maliciosos para ataques contra o setor de saúde é o lucro. Um único registro médico pode ser vendido na dark web por US$ 250 e, segundo algumas estimativas, por até US$ 1.000. Os compradores podem usar os dados pessoais extensos contidos nesses documentos para executar roubo de identidade, fraude de seguros e muito mais.

Em comparação, um conjunto de dados de cartão de crédito pode ser vendido por valores entre US$ 10 e US$ 240, segundo a Experian. E como o setor financeiro geralmente possui orçamentos maiores, regulamentações de privacidade de dados mais rigorosas e segurança mais moderna do que o setor de saúde, os ataques têm menor probabilidade de sucesso.

O que as vítimas têm a perder?

Os prestadores de serviços de saúde que são vítimas de violações de dados perdem muito mais do que apenas os dados. Em 2024, o custo médio global de uma violação de dados na área da saúde foi de US$ 9,77 milhões, aproximadamente o dobro da média de todos os outros setores. Multas regulatórias, indenizações judiciais, pagamentos de resgate e perda da confiança dos pacientes podem aumentar esse valor, que muitas vezes continua a crescer. Por exemplo, a violação da Change Healthcare em 2024, estimada em US$ 2,5 bilhões até outubro de 2024, havia aumentado para US$ 3,1 bilhões em janeiro de 2025.

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Principais tipos de ameaças e ataques à IoMT

Os atacantes exploram vulnerabilidades abertas na IoMT para lançar diversos tipos de ataques, como:

  • Ransomware: os atacantes criptografam dados sigilosos de pacientes e os mantêm como reféns, exigindo resgate. Em ataques de ransomware de dupla extorsão, os criminosos criptografam e exfiltram (roubam) dados para pressionar ainda mais as vítimas.
  • Ataques de negação de serviço distribuídos (DDoS): os atacantes sobrecarregam a IoMT ou redes conectadas com tráfego malicioso para tornar o serviço mais lento ou interrompê-lo. Em ambientes hospitalares críticos, os ataques DDoS podem levar a uma interrupção sistêmica generalizada.
  • Ameaças persistentes avançadas (APTs): ataques coordenados e de longo prazo podem ter como alvo dispositivos de IoMT e suas redes conectadas para roubar dados furtivamente ou estabelecer acesso por meio de portas traseiras para lançar ataques contínuos ao longo do tempo.
  • Ataques do tipo "Man-in-the-middle" (MiTM): os atacantes interceptam e manipulam as comunicações entre dispositivos de IoMT e suas redes. Eles podem coletar ou alterar dados sigilosos, ou até mesmo injetar comandos maliciosos para explorar dispositivos médicos.
  • Apropriação de dispositivos: agentes maliciosos podem explorar vulnerabilidades na Internet das Coisas Médicas (IoMT) para obter controle e adulterar os dispositivos. Pesquisadores encontraram vulnerabilidades em dispositivos como marca-passos, bombas de insulina e outros, com consequências potencialmente fatais.

Construindo uma estratégia de segurança multicamadas para a IoMT

A arquitetura zero trust oferece uma maneira poderosa de proteger a IoMT contra ameaças em constante evolução. A estrutura verifica continuamente cada usuário, dispositivo e conexão antes de permitir o acesso, reduzindo vulnerabilidades e mantendo os sistemas de saúde operacionais e seguros.

A abordagem zero trust fortalece a segurança da IoMT por meio de:

  • Monitoramento de dispositivos, garantindo que os dispositivos médicos se comuniquem apenas com os sites exigidos pelo fornecedor. Comunicações suspeitas ou não autorizadas são bloqueadas e um alerta de segurança é gerado instantaneamente, reduzindo significativamente a capacidade dos invasores de usar dispositivos de IoMT como pontos de entrada na rede.
  • Acesso de privilégio mínimo, limitando o acesso de uma entidade apenas ao mínimo necessário para desempenhar sua função. Por exemplo, fornecedores terceirizados só podem interagir com os dispositivos aos quais estão prestando assistência técnica, impedindo o acesso não autorizado a sistemas gerais.
  • Políticas sensíveis ao contexto, que utilizam dados em tempo real, como localização e nível de segurança do dispositivo, para ajustar permissões dinamicamente e bloquear ações de alto risco.

As inovações em IA e aprendizado de máquina podem tornar a política zero trust ainda mais eficaz. As ferramentas de IA/ML analisam os comportamentos normais do tráfego para detectar anomalias e automatizar respostas, melhorando continuamente as políticas de segurança. Elas também podem aplicar segmentação para garantir que os dispositivos de IoMT operem apenas em subdomínios específicos, limitando o potencial de movimentação lateral.

Em conjunto, a tecnologia zero trust e a IA oferecem uma solução adaptativa para tornar os ambientes de IoMT mais seguros e resilientes.

Como a Zscaler pode ajudar

A Zscaler ajuda organizações de saúde a proteger seus sistemas, dispositivos e dados com a plataforma Zscaler Zero Trust Exchange™. Ao manter os usuários fora da rede de saúde e aplicar uma segmentação granular de dispositivos, a plataforma permite que os provedores de saúde:

  • Impeçam ataques de ransomware: garanta que dispositivos e aplicativos nunca sejam expostos à internet, tornando-os efetivamente invisíveis para os invasores.
  • Aprimorem a segurança da telemedicina e da IoMT: garanta a segurança do uso de dispositivos de IoMT para atendimento presencial, monitoramento e telemedicina, protegendo os dados sigilosos dos pacientes em qualquer conexão.
  • Ofereçam suporte à conformidade: simplifique a conformidade com regulamentações como HIPAA, HITECH e outras, criptografando todos os dados e inspecionando o tráfego em busca de ameaças ou perda de dados.
  • Priorizem o atendimento ao paciente: elimine ferramentas de segurança obsoletas para que sua equipe possa se concentrar em proporcionar melhores resultados aos pacientes, em vez de se preocupar com riscos cibernéticos.

Perguntas frequentes

A Internet das Coisas Médicas (IoMT) é composta por dispositivos conectados projetados para a área da saúde, como monitores e equipamentos de imagem. Diferentemente dos dispositivos comuns da Internet das Coisas (IoT), a IoMT concentra-se no atendimento ao paciente e exige segurança mais rigorosa para proteger dados de saúde sigilosos e cumprir as normas legais.

Dispositivos de IoMT incluem acessórios como rastreadores de fitness e monitores de glicose, sistemas de imagem inteligentes como ressonâncias magnéticas, monitores cardíacos em UTIs, ferramentas cirúrgicas conectadas e dispositivos de suporte à vida como bombas de infusão e ventiladores. Essas ferramentas oferecem atendimentos mais rápidos, monitoramento remoto da saúde e tratamento mais preciso.

A microssegmentação separa os dispositivos de IoMT em partes de rede menores, permitindo que se conectem apenas a sistemas aprovados. Essa abordagem impede que hackers invadam outras partes da rede caso um dispositivo seja atacado, ajudando a manter os dados dos pacientes e os sistemas hospitalares seguros.

A segurança da IoMT protege os dados dos pacientes criptografando-os, limitando o acesso a usuários autorizados e monitorando ameaças. Isso ajuda a cumprir as normas da HIPAA, que exigem que os hospitais protejam as Informações de Saúde Protegidas (PHI, na sigla em inglês) e garantam que os dados dos pacientes permaneçam seguros, privados e precisos.